O baile da vida

23:47




Um dia desses senti o peso de uma vida de amargura, senti o puxão que insistia em me levar para o chão de ilusão e tristeza. Quando pensei em cruzar meus braços e ver o que a vida tinha para presentear-me, decidi não ser levada ou deixada por menos, simplesmente joguei a poeira fora de todas minhas juntas e articulações e dancei, sim eu dancei. Pulei como se não houvesse chão, balancei todo meu corpo como se não houvesse amanhã. E todo aquele fardo foi se desfazendo de mim, foi se despedindo aos poucos, e quando vi, estava livre.

A sensação de não poder viver o amanhã me fez lembrar que estamos aqui de passagem, não somos donos de nossos dias e sequer de nossas vidas, logo, esses fardos não são nossos. Aprendi a depositar qualquer alegria e tristeza em algo maior. Aprendi que ao confiar nele, tudo é mais fácil. Aprendi que suas dores foram por amor a mim e que essas que insistem em me rodear não se comparam aquela maior prova de amor. Meus erros são lavados por seu limpo sangue.

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